A SENAES foi instituída no Ministério do Trabalho em junho de 2003. Desde sua criação o órgão tem a proposta de realização de um levantamento amplo de informações e a criação de um banco de dados nacional sobre a economia solidária. O movimento da economia solidária já demandava este reconhecimento a fim de facilitar medidas de políticas públicas, além de um maior conhecimento do perfil desta forma de geração de trabalho e renda. Foi então que desde o início de 2004, conforme previa o Programa Economia Solidária em Desenvolvimento da SENAES, teve início o Mapeamento da Economia Solidária no Brasil.

O SIES, que significa Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária é o resultado deste mapeamento, e consiste em banco de dados dos empreendimentos de economia solidária de todo o Brasil. Ele é composto por informações de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e de Entidades de Apoio, Assessoria e Fomento (EAF). 

O primeiro mapeamento foi realizado em 2005, registrando em sua primeira etapa aproximadamente 18 mil empreendimentos. Em 2007, a base de dados foi ampliada com um mapeamento complementar, chegando-se a quase 22 mil empreendimentos em todo o Brasil. O segundo mapeamento foi realizado entre 2010 e 2013 e abrangeu os Empreendimentos Econômicos Solidários (EES), as Entidades de Apoio e Fomento (EAF) e também políticas públicas voltadas à Economia Solidária (PPES).

As informações nele coletadas constituem um retrato da economia solidária no Brasil, O mapeamento deu origem ao Sistema de Informações em Economia Solidária (SIES), permitindo que milhares de EES de base coletiva e autogestionária fossem identificados e caracterizados. As informações nele coletadas constituem um retrato da economia solidária no país. 

Os principais objetivos do SIES, desde sua concepção, foram identificar e caracterizar a economia solidária no Brasil; fortalecer a organização e integrar redes de produção, comercialização e consumo; promover o comércio justo e o consumo ético; subsidiar a formulação de políticas públicas; facilitar a realização de estudos e pesquisas; dar visibilidade à economia solidária para obter reconhecimento e apoio público. 

O resultado deste mapeamento uma considerável base de dados quantitativos para ver o perfil da economia solidária no Brasil e analisar suas capacidades, potencialidades e seus limites, considerando principalmente aspectos como inclusão social pela via da geração de trabalho e melhoria de renda; constituição de redes de comércio e consumo justos; potencial organizativo na formulação de políticas alternativas de desenvolvimento com relações de trabalho mais igualitárias.

O SIES veio preencher uma lacuna em termos de conhecimento sobre a realidade da Economia Solidária no Brasil, tornando-se importante instrumento para o planejamento de políticas públicas e permitindo a ampliação do reconhecimento e dimensionamento de uma realidade social e econômica até então não captada pelas pesquisas oficiais no Brasil.

Nesta página você pode ver alguns dos resultados do Segundo Mapeamento Nacional no Atlas Digital, no menu superior.

Para maiores informações visite a página da SENAES.